Despenhei-me....
Vi o céu azul, e como Ícaro, quis alcançar as nuvens e voar alto.
Ver as coisas de outra perspectiva, lá do alto, sentir o roçar das nuvens no meu corpo e beber as primeiras gotas de chuva, antes de se abaterem num voo a pique. Ter novas emoções e poder causar novas sensações...
Mas...
Despenhei-me....
Comecei a cair em queda livre, sem destino, sem rumo, numa velocidade alucinante que faz com que o vento rasgue a minha pele e foi nesse instante que comecei a ver que as sensações podem errar, podemos ver amarelo, quando na realidade é vermelho. Podemos ter calor quando está frio. Podem levar-nos à loucura ou deixar-nos mergulhados numa calma e intensa paz, no chamado "mar da tranquilidade".
Podemos sentir que vamos a cair quando afinal estamos a aterrar.
Até que...
Despenhei-me...
Despenhei-me nos teus braços, onde as cores são outras, onde o toque pode queimar e a palavra abrir ou fechar portas que nos tendem a guiar, por novos destinos, por definições.
Despenhei-me...

7 Comments:
Ainda bem que te despenhaste!
As vezes é bom cair...
bjinhos e não te levantes.
Ainda bem que tinhas alguém para te aparar a queda!!
Minha Querida Maçã de Junho. Tenho um sonho recorrente. Sonho que flutuo no espaço com agilidade e suavidade evitando obstáculos chegando a sítios distantes. Ultrapasso montanhas e mares chego a mundos fantásticos. Seria para mim fácil, no sonho, deixar-me despenhar se soubesse que me esperavam braços acolhedores. Beijinho.
É bom saber que há pessoas que redescobrem a felicidade e apaixonam-se outravez...
Beijinhos
Ainda bem que nem todos os despenhamentos são maus. Jokas
Não sou rede, nem amparo, não sou forte, muito menos rocha, só te prometi nunca te deixar cair.
Que belo e invejável despenho!
Enviar um comentário
<< Home