Sexta-feira, Julho 17, 2009

Namorando-me (O momento Zen do dia)

Hoje não quero estar ai...
Esse barulho dos dias banais não me faz sentido...
O meu tempo está corroído por uma excessiva atenção, a parte de mim e aos meus pecados maiores, à minha
gula disfarçada de luxúria.
Fico no escuro, a ouvir o silêncio, agora que tudo está no seu lugar, a gozar esta rotina que me permite pensar em mim, só em mim....
A desfrutar o medo que todos os dias me invade, o medo de me esquecer destes dias amenos, repletos de sorrisos e de sons que dizem mais do que palavras... Tenho medo de me esquecer, de não registar como devia, de passar rápido demais, de não viver intensamente...
Estes minutos meus, em que olho para mim, o novo mim, a extensão de mim, o mim que fui ou o que devia ser...
Mais alguém do que sou?
Sabes bem que sempre o perguntei, e não quero que esta duvida se propague.
Namorando-me tudo o que disse deixa de fazer sentido.


Quarta-feira, Julho 15, 2009

(Re) Toma de Palavras: T.


Sincronizada com o ritmo dos dias que se regem pelo escoar da fina areia contida nas grandes redomas de vidro... Vou por aqui...
Batendo palmas a cada grito Vermelho que por ai explode (num campo qualquer)... Aplaudindo os balões que por ali andam desnorteados ao encontro de nuvens que só á tardinha reflectem o vermelho do sol...As vezes até deixo que o sol me aqueça a cara...Até que descubro novamente o meu trabalho, pastora dos segundos e dos minutos prontos a estrear, operária da máquina de fazer tempo.
E atraso o meu passo, fico lenta.... dou só meio passo de cada vez...
Mas não deixo o tempo acabar, no final, giro para deixar a areia continuar a correr e assim, fazer mais.

Domingo, Julho 05, 2009

3 meses! (para a maria)

Sábado, Julho 04, 2009

3 meses!

Cantinho da Amamentação

Domingo, Junho 21, 2009

O Verão, por Alphonse Mucha

Quinta-feira, Junho 18, 2009

A flor máis grande do mundo


Adaptación do único conto para nenos que escribiu José Saramago.

Un escritor que non se sinte capaz de escribir unha historia para nenos, comeza a relatar como sería esta historia que quere contar. As palabras do escritor deixan paso á historia que o autor non é quen de escribir.

O protagonista é un neno duns sete anos que unha tarde de verán decide explorar o fascinante mundo existente a cinco minutos da súa casa.

Durante esta aventura chegará a un souto reseco e inhóspito onde atopa unha flor murcha. O neno non dubida en axudar á flor para que recupere toda a súa beleza e vai na procura de auga. O traballo para este neno é inmenso e esgotador, pero el pon todo o seu empeño, e a flor non so renace, senón que medra dunha forma fantástica converténdose na flor máis grande do mundo e, probablemente, na máis fermosa.

Cando o escritor remata o seu relato decátase de que a historia xa nola acaba de contar…

“Ao remate foi doado contar a historia. Agora que xa coñeces o argumento, como nola contarías ti?”


Duración: 9:48
Ano: 2006

Segunda-feira, Junho 15, 2009

...

É tão estranho sonhar-te...
Pior é dizer-te que te sonhei.... sinto que estou sempre a invadir um espaço que queres limpo e só...
Sonhei-te a dobrar papel, num sitio cheio de meninos ensinavas a dobrar papel colorido, das tuas mãos saiam borboletas que voavam, flores que cheiravam bem, um cão a ladrar e até uma nuvem que chovia.... e no final eu recebi uma linda papoila de papel...
Não recordo a tua cara, seria triste se morresse agora e não recordasse o que tinhas vestido na ultima vez que te vi, que te abracei....

... Sei-te a viver para ti e fico orgulhosa de ter tido, por breves segundos, a tua mão no meu rosto, para me dares um ligeiro beijo na face, em tom de despedida....

Orgulhosa por antes de mais, seres teu não te deixares roubar por ninguém...

Sábado, Junho 13, 2009

Ser comunista não consiste apenas em ter um objectivo político e lutar pela sua realização. Ser comunista não é apenas uma forma de agir politicamente. É uma forma de pensar, de sentir e de viver.
A moral comunista assenta numa base objectiva que determina a sua natureza de classe.
De facto, a base material da moral comunista são as condições de trabalho e de vida do proletariado, a sua luta contra o capital, e, depois da revolução socialista vitoriosa, a sociedade libertada da exploração do homem pelo homem.

"O Partido com Paredes de vidro", Álvaro Cunhal

Segunda-feira, Junho 08, 2009

Apetece-me... Ary


Minha laranja amarga e doce
Meu poema
Feito de gomos de saudade
Minha pena
Pesada e leve
Secreta e pura
Minha passagem para o breve
breve
Instante da
loucura.

Minha
ousadia
Meu
galope
Minha
rédea
Meu
potro doido
Minha
chama
Minha
réstia
De
luz intensa
De
voz aberta
Minha
denúncia do que pensa
Do que sente a gente certa.

Em ti respiro
em ti eu provo
por ti consigo
esta força que de novo
em ti persigo
em ti percorro
cavalo à solta
pela margem do teu corpo.

Minha
alegria
minha
amargura
minha coragem de correr contra a ternura.

Por isso digo
canção castigo
amêndoa travo corpo alma amante amigo
por isso canto
por isso digo
alpendre casa cama arca do meu trigo.

Meu
desafio
minha
aventura
minha
coragem de correr contra a ternura.


Cavalo à Solta - José Carlos Ary dos Santos



Vou ali e já venho

Domingo, Junho 07, 2009

O meu voto é ...

Quinta-feira, Junho 04, 2009

2 meses!

Cantinho da Amamentação

Terça-feira, Junho 02, 2009

Poemas de Junho


Chegam-me os Poemas de Junho devagar
uma letra
depois outra…
Surpreende-me uma vogal
uma vírgula
Sinais de um tempo que se escreve
com palavras frias

mas aconchegantes
Frases inteiras por vezes
outras quebradas
vindas de longe
partidas pela viagem do sol

que deixa os dias mais curtos
são anúncio de um novo ciclo
ensinando a soletrar a vida
Que nos devolve o lugar de um qualquer objecto prosaico
que já teve outros lugares

noutros junhos


Luanda, Junho de 1998, Manuel Dionísio



Segunda-feira, Junho 01, 2009

O dia da Menina!

Direito a Ser Feliz


Sexta-feira, Maio 22, 2009

Amanha lá estaremos!



Amanhã lá estaremos!

Protesto!
Porque na mão de quem se aclama socialista a exploração aumenta todos os dias

Confiança!
Porque sabemos que existe outro caminho, existem pessoas com soluções, com propostas, com vontade de mudar e fazer mudar, porque uma vida melhor é possível

Luta!
Porque sabemos que juntos vamos sempre mais longe, porque sabemos que é justo o nosso grito.

Lá estaremos a construir o futuro, rumo é felicidade!



Madalena a 16 de Maio

Quinta-feira, Maio 07, 2009

(Re) Toma de Palavras: Do meu Ombro


Escapas do meu ombro, em quarto crescente fazes nascer os suspiros mais sonoros, tornas a respiração mais pesada e soltas o calor que faz as "senhoras" apertar as pernas roçando o nylon que sobe até as coxas e, numa atitude dissimulada, limpar a gota de suor que escorre por entre o peito e mancha a camisa de cetim que por instantes, parece demasiado apertada.
Rodas, sem formar um círculo contínuo, rodas só porque tem de ser, porque também os dedos rodam nas bocas e fazes salivar sempre mais, bocas sedentas do Ópio nocturno que conferes a quem te olha.
No final da noite, quando fica no céu a ultima estrela da madrugada, aninhas-te no meu ombro, como quem procura o aconchego quente, mas sabe, que logo logo estará de partida outra vez.