Solto-me!

Solto-me!
Como se me quisesse desprender de tudo, e andar solta por ai... Pelos becos das cidades a conviver com os remoinhos de vento que levantam as folhas secas e as beatas dos cigarros que, por instantes, foram retalhos de prazer.
Decoro a rua com o meu cheiro, a minha cor, a minha textura e prendo no meu cabelo a luz dos lampiões rodeados de borboletas encandeadas que andam soltas entre a noite.
E fico por ai, solta, à espera que me venham buscar... E quando me virem... não me reconhecerão... estarei solta... por ai...
5 Comments:
Eu tamém gosto de andar assim... à solta... por ai...
Kiss
E poderia dizer: apanha a primeira folha (chegou tão tarde este Outono!) e parte á descoberta....de ti; dos outros.
Gostei das palavras.
Gui
Minha Querida Maçã de Junho. Permite que o "eu" poético se manisfeste perante a tua fonte inspirativa:
"Um apelo imperioso dos sentires fez-me vaguear pela cidade deserta, que os amores já haviam sossegado para lá das janelas cerradas. Senti um estranho arrepio quando um remoinho de vento me varreu o coração. Inalei o odor doce do jasmineiro e a minha vista turvou com o verde esbatido por pincéis de um artista. Senti-me acompanhado na solidão dos becos da cidade adormecida. E quando a luz dos lampiões se desvaneceu para dar lugar aos primeiros raios da aurora que chegava... reconheci em ti a minha companheira!"
Um beijinho... Té Já
É bom andar por aí, à solta, livre, como aquela brisa de Outono que sopra lá fora.
soltar
é bom e necessário, só desse modo se está aberto a tudo o que nos rodeia
:)
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