domingo, março 04, 2007

Brancura



É nesta infinita brancura, onde as gotas de chuva são alinhadas e provêm de uma só nuvem cromada, que mergulho no meu mar. Num mar só meu, que construo com espuma de óleos essenciais e sais perfumados, decorado com cheiros serenos e actos pacatos de quem quer estar só... na brancura... o meu mar.
E oiço, mergulhada... a minha respiração... o eco da minha respiração... do meu coração...afinado, concentrado... na sensação reconfortante de quem regula o processo osmótico pelos poros da pele.... através de torneiras de diferentes temperaturas, botões definem a intensidade da água que torneia o corpo assente... na brancura...o meu mar.

6 Comments:

At segunda-feira, março 05, 2007 3:30:00 da manhã, Blogger Estranha pessoa esta said...

Nesse tal Mar que só nós sabemos onde fica!
E de como se define.
...

Que a tua respiração seja sempre um eco do teu sentir.

Abraço estranho para ti **

 
At segunda-feira, março 05, 2007 7:15:00 da manhã, Anonymous Anónimo said...

Olá amiga Maçã, hoje comemoro 1000 posts no Bairro, convidei o Jorge Palma se quiseres passar por lá. Um beijo.

 
At segunda-feira, março 05, 2007 6:05:00 da tarde, Blogger João Silva said...

Seja do que for feito o "mar" de cada um... alturas há em que precisamos de nos deixar abraçar pela solidão que ele proporciona em busca de respostas...e de paz!

beijinho

 
At terça-feira, março 06, 2007 10:01:00 da manhã, Blogger Guilherme F. said...

Passo pelo teu canto para degustar as (tuas) palavras.
Gostei.
bj
Gui
coisasdagaveta.blogs.sapo.pt

 
At terça-feira, março 06, 2007 4:45:00 da tarde, Blogger as velas ardem ate ao fim said...

Apeteceu me um bnho assim cheiroso.

Acredita que me fizeste imaginar tudo o que escreveste.

bjinhos

 
At terça-feira, março 06, 2007 6:56:00 da tarde, Blogger Vicktor Reis said...

Doce Maçã de Junho

"Um dia, já lá vão tantos anos que muitas recordações se esfumam nas brumas dos tempos, numa era em que se diz que os animais falavam, mas falavam também as forças da Natureza, dois mares, vindos sei lá de onde, encontraram-se no Grande Areal doirado.

Um deles, de “infinita brancura”, feito de “espuma de óleos essenciais e sais perfumados, decorado com cheiros serenos e actos pacatos” espraiou-se docemente no areal...

O outro, cor de azul verde mar, espraiando espuma de prata, trazia o odor a maresia misturado com o cheiro acre do suor do marinheiro que nele navegava noite e dia sem descanso na busca de um sonho desejado.

Uma bela Tágide respirava forte, cada vez mais forte, ouvindo o eco da própria respiração ao sentir na sua suavidade que os dois mares iriam embater violentamente... ouve momentos de silêncio profundo.

Os mares deslizaram um sobre o outro como nunca a Natureza tinha visto. Somente duas cristas de onda “cheiro sereno e maresia” se encontraram em explosão de luz e cor, elevando no espaço uma garrafa mensageira que voltou a mergulhar no mar.

No areal da Praia do Sol, num poente esplendoroso, dois jovens namorados aguardavam que desse à praia uma pequena garrafa mensageira que ambos haviam sonhado chegar nesse fim-de-tarde."


Té Já! Beijinho!

 

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