(Re) Toma de Palavras: Do meu Ombro
Escapas do meu ombro, em quarto crescente fazes nascer os suspiros mais sonoros, tornas a respiração mais profunda e soltas o calor que faz as "senhoras" apertar as pernas roçando o nylon que sobe até as coxas e, numa atitude dissimulada, limpar a gota de suor que escorre por entre o peito e mancha a camisa de cetim que por instantes, parece demasiado apertada.
Rodas, sem formar um círculo contínuo, rodas só porque tem de ser, porque também os dedos rodam nas bocas e fazes salivar sempre mais, bocas sedentas do Ópio nocturno que conferes a quem te olha.
No final da noite, quando fica no céu a ultima estrela da madrugada, aninhas-te no meu ombro, como quem procura o aconchego quente, mas sabe, que logo logo estará de partida outra vez.

Rodas, sem formar um círculo contínuo, rodas só porque tem de ser, porque também os dedos rodam nas bocas e fazes salivar sempre mais, bocas sedentas do Ópio nocturno que conferes a quem te olha.
No final da noite, quando fica no céu a ultima estrela da madrugada, aninhas-te no meu ombro, como quem procura o aconchego quente, mas sabe, que logo logo estará de partida outra vez.
8 Comments:
Mas volta sempre para ti!
bjo M
Maçãzinha
Li no teu ombro o "sete estrelo"
Símbolo dos caminhos de Gaudi
A tua tatuagem é marca é selo
Da luminosidade contida em ti.
Beijinhos.
Admito que seja
o ciclo das marés
Bonito texto, bonito ombro...
Kiss Grande
Belo texto!
Como é que poderia não voltar?!
Abreijo
Entre a partida e a chegada, paira no horizonte o desejo!
É só ter paciência!
Bjo
josé Manangão
Seja o que for, é um belíssimo texto...
Não desista
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